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Thalita Rebouças relembra seu primeiro contato com a bulimia e como foi o processo para escrever sobre temas mais densos

27 de agosto de 2025 por Clara Bagrichevsky Autran

A escritora Thalita Rebouças reuniu fãs em entrevista para a Expo Livro PUC-Rio no dia 27 de agosto. Durante o bate-papo, Thalita comentou sobre a nova geração de adolescentes com acesso à internet, saúde mental e o universo LGBTQIA+. Rebouças tem 25 anos de carreira e é autora de livros como Fala Sério, Mãe! e Confissões de uma Garota Excluída.

Ao ser questionada sobre o que mudou nos jovens leitores ao longo dessas quase três décadas em que escreve, a autora é rápida e direta na resposta. Para ela, o que mudou foi a possibilidade de acessar o mundo na palma da mão. Porém, a autora defende que a essência não mudou — e enumera: a intensidade, a angústia, as dúvidas, as espinhas, os amores não correspondidos e o drama, tudo isso continua.

Ao longo da sua carreira, sua escrita solar foi alvo de pedidos: falar sobre automutilação, transtornos alimentares e suicídio. Em uma crescente, Thalita iniciou retratando o bullying em Confissões de uma Garota Excluída até retratar a bulimia e a automutilação em Confissões de Uma Garota Linda, Popular e (Secretamente) Infeliz.

Um encontro com uma jovem bulímica em um banheiro de resort acionou um alerta pessoal: a necessidade de falar, através dos personagens, sobre temas mais densos.

Nos últimos 10 anos, por uma cobrança interna, Thalita também tem tentado — e conseguido — colocar em pauta o universo LGBTQIA+ em sua obra. Ela considera uma necessidade utilizar sua voz para falar sobre homofobia, saída do armário e autoaceitação, além de fazer com que os pais leitores possam entender melhor seus filhos LGBTQIA+. Com 25 anos de carreira, a escritora quer fazer do mundo um lugar melhor, livre de preconceitos.